Publiquei recentemente um inquérito que tinha por objectivo determinar se as pessoas que têm uma profissão ligada ao Software (programador, consultor, …) são normalmente recompensadas pelas horas-extraordinárias que realizam, e se sim de que forma.
Para os mais apressados, as conclusões mais imediatas são bem ilustradas pelas imagens seguintes:


Os resultados completos do inquérito, que agora se encontra encerrado, podem ser consultados aqui:
Convém ressalvar que a amostra é muito pequena (pouco mais de 200 respostas) e os resultados são seguramente muito enviesados. Encarem-nos como uma curiosidade e não como dados com relevância estatística.
Para quem quiser explorar os resultados em detalhe e fazer as suas próprias estatísticas, os links abaixo disponibilizam os resultados do inquérito em Google Spreadsheet.
Eu não participei neste estudo mas sou mais uma das pessoas na área de desenvolvimento de software e que efectua várias horas extraordinárias sem receber nada em troca…
Em suma, penso que a culpa seja nossa porque ninguém nos pode obrigar a que nós façamos estas horas extra. Mas na realidade, em todas as empresas em que trabalhei, existiu sempre um “ambiente” que imprimia que era normal trabalhar mais horas do que era estipulado. Aliás, qualquer pessoa que saísse muito cedo (e quando falo cedo falo em 18h30 / 19h) era “olhado de lado”…
@RFC:
A minha ideia ao fazer o inquérito era tentar perceber até que ponto é que essa prática era comum. Nas listas/foruns/blogs fica-se sempre com a ideia que são raríssimas cá em Portugal as empresas que compensam de forma regular as horas extra-ordinárias.
De facto, 30% é uma percentagem baixa, mas ainda assim superior ao que estava à espera.
Pode ser que o conhecimento desta realidade (estatística e falível) sirva de motivação para procurar uma empresa socialmente mais consciente a quem não vê o seu esforço suplementar compensado.